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27.3.07

De frigideira para o Juca Teles (17/02/07)

Ficamos sabendo do carnaval em São Luis do Paraitinga através de um documentário, que assistimos ainda em Fortaleza. Achamos bem atraente, quando vimos e na busca por um lugar para estar durante o carnaval, lembramos do documentário, mas não lembrávamos o lugar. Foi a maior coincidência saber que se tratava de uma cidadezinha próxima a Taubaté. E casou perfeitamente com o interesse anterior de visitarmos nosso amigo Itajubá.

Pois bem, era sábado de carnaval e havíamos ouvido falar de ‘Juca Teles’. Aliás, desde que chegamos, mencionavam o bloco, pareceu-nos bem atrativo. Infelizmente, acordamos tarde para garantir carona até a folia. Mas, avaliando a situação e sendo esta oportunidade única de ver o tal ‘Juca Teles’, decidimos ir mesmo assim.

E foi uma epopéia. Primeiro porque precisávamos ir até Taubaté. Como se não bastasse, o ônibus conduzia até a rodoviária velha e era preciso ir à nova. Apenas de lá havia transporte para São Luis do Paraitinga. Acontece que, seguindo o ditado ‘quem tem boca vai à Roma’, a gente acabou descobrindo outro meio. Desceu antes do ponto, segundo orientação de uma moça (aliás a população do Vale é incrivelmente atenciosa e solícita), de modo a seguir a pé até a Rodoviária nova. Entretanto, o calor estava insuportável e o caminho nada curto. Numa segunda investida por informação, acabamos conseguindo uma carona. Ótimo, se não fosse um carro desses de carroceria (como pampa, fiorino), o qual é proibido transportar pessoas atrás. Mas o senhor ficou com pena da gente e disse que nos levava se fôssemos deitados. Perfeito: o sol estava afiadíssimo e deitamos sobre o piso de plástico preto ondulado, ou seja: muuuuuito quente! Chapa mesmo, à moda de teflon ou “grill George Foreman” E fritamos, como ovo na frigideira!

Enfim na rodoviária, ainda tivemos que esperar até o próximo ônibus cerca de uma hora. Nada grave, afinal era carnaval e estávamos mais perto do que longe. Achávamos. Isso porque havia um engarrafamento tremendo até lá. E um detalhe importante: não havia banheiro no ônibus. Isso era grave! Em ritmo de festa, todo mundo ingerindo água, cerveja e companhia resulta em quê? Muita vontade de ir ao banheiro! Uma tortura! A sorte é que o motorista era muito compreensivo e resolveu parar para alívio de alguns, que encararam a beira da estrada.

Bom, depois disso, pisando finalmente em solo carnavalesco, caminhamos mais algum bocado. E para nossa frustração, havia acabado de terminar o bloco. Brincadeira! O consolo foi encontrar nossos conhecidos e poder voltar de carona. E para completar a história, eles já estavam de partida... Resumo de tudo: foi chegar, sentir o fim de festa e voltar. Assim, ridículo e lamentável...


Juca Teles?
konidomo
a

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