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16.7.07

pela janela (09/06/07)

Pouso imediato em Con Con. Cabaña para duas noites, foram dias longos os últimos. Foram muitas idas, muitas vidas, estávamos exaustos. Mas ainda assim, não havia tempo para longas esperas, longos descansos.

Mar pela janela, um frio estranho. O sol do lado de fora, parecia apagado, já não estava quente. Vidro rachado, a umidade entrava assim. Mas a vista, de pedras, linda, o mar encostado, a água batia as vezes...

Recebemos boa acolhida e até boa proposta para ficarmos por um mês. Mas algo dizia - instintos? – que deveríamos buscar outro abrigo, talvez mais próximo de Viña, talvez mais próximo de algo, não sabíamos de quê. Não sabíamos nada, para que lado ir, para que lado arriscar: o lado ruim de tanta liberdade é não ter certo o caminho... lado... Tampouco nos resta plena condição para errantes. Restam-nos poucos recursos, e condicionantes de sobra. Restam-nos algumas limitações, muitas preocupações, muito a pensar, muito, muito... Quase não se pode respirar assim, mas é assim que o corpo vive; respirando, ar para dentro, para fora, até que a calma dê plenas condições para o acaso.

descortina
konidomo

[agradecimentos]

à Francisca,
pela indicação da Cabaña e pela cordialidade;
à Míriam, pela hospitalidade, atenção e força, além da disposição em ajudar-nos aqui no Chile.

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