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6.7.07

aos pés da cordilheira (07/06/07)

Um dia a mais fora decisivo. Preparamos as comidas, os agasalhos, as bagagens, o carro, os documentos, os corpos. Precisávamos descansar. Ainda arriscamos um passeio, de modo a buscar utilidades, alimentos, produtos os quais há maior vantagem que se comprem na Argentina. E intentávamos despertar cedo o bastante para a tranqüilidade. Estar tudo tão pronto nos permitia aproveitar com mais profundidade. O momento era, mais que em nenhum outro percurso, de paradoxo: tátil, etéreo, mistério, certezas, extremos, brancos. Tão alvo, à ilusão do vazio; mas por isso mesmo pleno. Como de ar fosse cheio, tanta substância, embora invisível. Fácil remeter à inexistência. Meio: o ar contém bactérias tão pequenas quanto enorme é sua capacidade assassina. O olho é mesmo nossa cegueira trágica. Assim como o branco é de todas as cores.
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