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31.1.07

indo [Prado no meio do caminho] ( 20/01/07)

Como o pouso seguinte era Vitória, procuramos um lugar para parar no caminho. Não havia como ir direto, pois a distância entre Ilhéus e Vitória, somada à lápis, ultrapassava os 800 km. Considerando que estamos viajando num fusca (não pela fé, mas pelas demandas especiais) e sem presa, não havia a menor necessidade de desafiar a natureza das coisas.

E paramos em Prado. Arrumamos um lugar barato para dormirmos e fomos em busca de comida, na mesma qualidade. Difícil. O lugar possuía muitos estabelecimentos, mas os preços não eram nada atraentes, mesmo os mais simples. Enfim, no final da procura insana e faminta, encontramos um PF com preço e jeito bem mais agradável. Comemos e voltamos para dormir.

[Bob Dylan em qualquer estrada]

Não foi a primeira vez que a trilha na viagem foi essa. E percebemos que não importava muito onde, parecia coisa de dimensão, nada físico, ou físico demais... Enchia o fusca, o vento, a paisagem, que era qualquer. Mas nessa hora, foi tanta e sentimos tão profundamente a música, que fizemos um clip dela. Como dizer, como fazer sentir? Talvez, ao ver, seja possível transferir a sensação de se estar na estrada e, também assim, nessas companhias, sentir-se livre, quase voar, quase transcender, quase ir, estar em qualquer parte, ou em todas, ao mesmo tempo...

“Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.(…)

(Mr. Tambourine Man, Bob Dylan)


'retrovisor'

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