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30.1.07

religião como obra de arte ( 16/01/ 07)

Foi um dia para seguirmos a rotina dele. Ele, na motinha. Nós, no fusca. Parecia mais perseguição policial; tiramos tantas fotos que o frentista do posto de gasolina olhou desconfiado. E fomos até a Universidade Estadual de Santa Cruz, quase no outro município. E chegamos até a entrar na sala de aula. Assistimos parte dela. Anotamos algumas pérolas. Discussão interessante.

Ele faz Curso de Especialização em Relações Étnico-Raciais. E por conseqüência disso, pesquisa terreiros de Candomblé. E lembramos do dia em que encontramos o casal no Terreiro em Cachoeira.

[A gente até foi um dia (na sexta, dia 19/01) no Terreiro de estudo dele, onde estava acontecendo um evento semanal, de iniciativa da comunidade, o ‘cinema no terreiro’. A gente, inclusive, assistiu “Faça a coisa certa”, de Spike Lee e depois discutiu acerca. ]

[Gustavo]
konidomo

seguindo
konidomo

perseguindo
konidomo

universo
konidomo

em classe
konidomo

[Teresa independente]

Durante os dias que passamos lá, acabamos ganhando a companhia pitoresca de Teresa. Como o casal passava a semana fora (ela no campo, ele na faculdade, voltando só pela noite), apegamo-nos, inevitavelmente, à cachorrinha deles.

Deles é modo de falar. A Teresa é uma cadela independente, que se apraz em ir à praia e não havendo companhia, vai só. Dorme na rua, quando quer, sái quando deseja, volta na mesma medida.

A gente ia à praia pela manhã, antes de trabalhar. Era só chamar, ela levantava. Como era uma cachorra de certa idade, passava maior parte do tempo dormindo, mas para este fim, despertava no ato. E ela obedecia à gente. Tomava banho de mar, corria, atenta aos nossos movimentos. Às vezes até acontecia de ser reconhecida pelas crianças. Teresa famosa, nessa dinâmica de badalação, muita gente já a conhecia mesmo.

E soubemos que ela fora criada pela professora de nossa anfitriã. Ainda em Botucatu. Quando vieram para Ilhéus, trouxeram-na (Lílian veio por intermédio dessa professora e morou com ela no princípio). Também veterinária, salvou-a do sacrifício. E quando Lílian foi morar com o marido (Gustavo), Teresa foi junto.

Teresa Cristina nos momentos de sermão. Terê, nos momentos de afagos. Teresa guerreira, para quem sabe da história toda. E sabida, quando entende tudo, quando sabe do banho e foge, quando finge de morta. Teresa, a cachorra mais autêntica que já conhecemos. E deu muita saudade da nossa Sofia.

[ acabamos interagindo com muitos cachorros durante a viagem...]



pode ser "Terê"
konidomo
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