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18.12.06

estrada rumo Maceió (15/12/06)

Antes de chegarmos à próxima parada, ‘curiamos’ uma cidadezinha, no caminho. Chamava-se São José da Coroa Grande e achamos engraçado o nome. Há tantas localidades no mapa, que ficamos às vezes intrigados com a criatividade (e por vezes esquisitice) de seus nomes. Alguns, com charme especial, beleza e atrativos no título, não correspondem fisicamente. Outros, ao que não se dá muito, apresentam-se como verdadeiros paraísos anônimos. Na dúvida, entramos em São José da Coroa Grande, imaginando como seria; luzes e pessoas. E a cidade é uma graça. Depois ficamos sabendo que alguns filmes foram gravados lá, cenas famosas e tudo mais.

Mais à frente, já havendo anoitecido, pensamos em parar para passarmos a noite. Em Maragogi, acreditando que haveria mais alternativas, até encontramos um lugar razoável. Mas nossa amiga de Maceió estimulou-nos a seguirmos, para que chegássemos logo a sua casa.

E decididos a enfrentar as curvas da rota litorânea – lamentamos ter escurecido, apenas ouvíamos a presença do mar – fomos com cuidado. Vez e outra alguns pingos da chuva vinham como asteriscos contra nós. E vimos queimadas de cana, barracas de palha a abrigar ‘sem terras’, usinas com toda a imensidão e opressão possíveis. Sentimos cheiro de melaço em quase todo o percurso, dentre os morros e infinitas plantações de cana. Já a sustentar o cansaço e resistir às chuviscadas chegamos, enfim (e como foi aliviante), à Maceió.
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