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18.12.06

métodos, computadores e números (14/12/06)

Esta história da importância de ferramentas básicas acabou comprovada para nós. É óbvio que temos que fazer com o que temos, mas o desgaste e a dificuldade às vezes são sem tamanho.

Tínhamos 4 giga de bagagem virtual, criada apenas em Recife, dentre fotografias e textos, comunicação visual, espécies de várias naturezas. A depender das gentilezas das pessoas, por vezes nos deparamos com limitações. Nesse caso, o computador nem lia DVD, nem gravava sequer CD. Como fazer o backup? Uma ciência.

A primeira idéia foi tentar arrumar emprestada uma pen-drive, ou um cartão de memória. Com este plano, conseguimos um amigo que cedeu sua câmera como ferramenta de transferência. Acontece que tal mecanismo permitia o armazenamento de apenas 1 giga de memória. Assim, seriam necessárias 4 viagens de modo a vencer todo o conteúdo. Se já era desgastante o método, nem sequer pôde ser iniciado. Nosso amigo comunicou, ao chegar um de nós lá, que a máquina dera pane, algum problema desses que acontecem inexplicavelmente. Sem êxito.

A segunda idéia foi checar com um vizinho. Aparentemente ele possuía todos os artifícios necessários. Entretanto, quando chegou em casa do trabalho, além de cansado, não possuía meio de transporte para os arquivos. Plano B descartado.

A última tentativa partiu da oferta de outro amigo. E já passava das dez da noite. Levamos para tanto, o próprio HD, a fim de instalá-lo como ‘escravo’ na CPU oferecida. E foi o que deu certo.

Além das produções de trânsito levamos conosco todo o conteúdo de nossa máquina vendida – nas vésperas da viagem. As variações de transtornos são tantas que já estamos criativos! E não vemos a hora de acabarmos com isso, ao adquirirmos o tal do laptop... E desse modo, poder observar mais, registrar mais, perder menos tempo com tecnologia, incomodar menos as pessoas e poder dar mais atenção aos acontecimentos, aos movimentos, às gentes, aos lugares.

[Nesse íterim, compete-nos agradecer:
ao Felipe Araújo, por canalizar nosso projeto na mídia, através do Jornal o Povo (bem como a repórter Rosa Sá, que realizou a matéria) no que explicitava nossa necessidade de apoio para a aquisição destes equipamentos;
à Lívia Vieira, amiga e colega da profissão que comprou nossa máquina, ainda em Fortaleza, ajudando com isso na verba para a viagem;
ao Leo Bandeira por oferecer seus equipamentos, mesmo não dando certo e sobretudo por nos ajudar com o site, fazendo a versão em html;
ao Seu Carvalho, por disponibilizar sua máquina e impressões, sempre que necessário para a produção do KONIDOMO em Recife;
ao Dr. Paulo, por ceder também seu computador e periféricos, quando em Fortaleza;
ao Sargento (vizinho de Seu Carvalho), por oferecer seus préstimos em casa e no trabalho;
ao Carlos Henrique (Cego ou Carlota, para os amigos) e sua namorada Carol a ele (e a sua mãe também, por ser a proprietária) por permitir todo o mecanismo final, abrir sua máquina, ceder suas ferramentas, tarde da noite, com toda a paciência. E, ainda, por nos presentear com fitas cassetes de vários gêneros para a viagem, as sementes e a idéia de distribuí-las. E agradecemos aos dois, principalmente, pela gentileza com que fizeram cada uma dessas coisas, sem metades e abraços cheios.]
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