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10.1.08

dezembro e a ilha

Córdoba é uma cidade multicolorida: às vezes demasiada vibrante, cores ácidas, embriagantes. Em dezembro, experimentamos os tons pastéis mais deprimentes que um é capaz de enxergar. Não fossem as luzes de natal, ou por elas mesmo, sentimos o vazio; vazio pós-guerra, real do abandono, dos que ficam, do fim de festa, ainda que as festas estivessem por chegar.

Os mesmos estudantes, nossos rivais inquilinos, que vêm de todas as partes da Província pelas razoes acadêmicas, partem nesse período para suas casas, de modo a passar o natal com suas famílias. A conseqüência é da mesma devastação meteórica. Um rombo urbano; de repente estávamos sós, embora os ruídos continuassem com os mesmos absurdos decibéis, ônibus, motos e caminhões, que aceleram seus motores de modo a vencer a subida do viaduto. Às redondezas do Terminal Rodoviário, onde estamos. Óbvio, faltou aclarar esta parte. Graças à astúcia de nossos anjos cansados, mas obstinados, o universo nos brindou uma sorte. Naquele mesmo dia do “e agora?”. Da calçada para a lembrança de uma conhecida ocasional. Para uma possibilidade acenada e quase descartada, por ser mais do que creíamos necessitar. Assim, nos valia ter o teto, sobretudo neste período de desafio emocional natalino.

500w
konidomo

um eco que fica
konidomo

navidad
konidomo

[ai se foi 2007 com nosso barco de oferendas para Iemanjá pela Cañada – um canal no centro da cidade – pois quem não tem cão (...) e, ademais, há de se ser criativo. Por volta de uma do dia um, fomos os 3: Julian de Mendoza conosco, graças a engenhosidade de Julio, desceu elegantemente o barco por um cordão preso por um gancho, ate alcançar a água. E assim o vimos seguir correnteza em direção Norte. Ojala encontre o sal, a natureza bruta do Atlântico]
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